# Contador de vícios de linguagem: conte seus "né" e "tipo"

Clique em começar, fale por um minuto sobre qualquer assunto e clique em parar: o contador mostra quantos vícios de linguagem você usou e destaca cada um no texto do que você disse. Também dá para colar uma transcrição. Tudo roda no seu navegador, sem cadastro.

Pela equipe do Speaking Coach na Sodhera Intelligence. Atualizado em 2026-10-22. Source: https://www.orecci.com/speaking-coach/pt/tools/filler-word-counter/

## Como usar

1. Clique em **Começar a falar** e permita o uso do microfone quando o navegador pedir.
2. Fale por pelo menos um minuto. Responda a uma pergunta de entrevista, explique o que você faz no trabalho ou conte como foi o seu dia. Fale do seu jeito normal, sem se policiar.
3. Clique em **Parar**. Aparecem o total de vícios, os que você mais repetiu, seu ritmo e a transcrição com cada vício destacado.
4. Repita sobre o mesmo assunto e tente cortar pela metade o vício que mais apareceu.

Se o seu navegador não transforma fala em texto, cole uma transcrição, por exemplo a legenda automática de uma reunião no Meet ou no Teams.

## O que o contador procura

Ele busca os sons e as palavras que quem fala português do Brasil mais usa para preencher silêncio:

| Tipo | Exemplos |
| --- | --- |
| Sons de hesitação | hum, hã, ahn, eh |
| Palavras-muleta | tipo, né, então, aí, basicamente, literalmente |
| Expressões-muleta | sabe, entendeu, na verdade, meio que |

Várias dessas são palavras normais que às vezes você precisa usar. Em "choveu, *então* ficamos em casa", o "então" está fazendo o trabalho dele. Em "que *tipo* de vaga é essa?", o "tipo" não é muleta. O contador não sabe diferenciar, por isso leia a transcrição destacada, não só o número.

## Quantos vícios de linguagem é demais?

Não existe limite oficial, e alguns "né" soam naturais numa conversa. O ouvinte percebe quando eles se amontoam: três "então" antes da primeira ideia, um "tipo" em cada frase, um "entendeu?" no fim de toda explicação. Um objetivo útil é identificar os seus um ou dois vícios principais e trocá-los por uma pausa curta.

O reconhecimento de voz do navegador também costuma apagar o "hum" e o "hã" da transcrição. Então o número real quase sempre é maior do que o mostrado. Um resultado baixo é um bom sinal, não uma prova.

## Como cortar os vícios de linguagem

- **Faça uma pausa no lugar.** Um segundo de silêncio soa seguro para quem ouve, mesmo parecendo uma eternidade para você.
- **Saiba a sua primeira frase.** A maioria dos vícios aparece no começo da resposta, enquanto você procura por onde entrar. O clássico "Então…" antes de "fale um pouco sobre você" é o exemplo perfeito.
- **Desacelere um pouco.** O vício aparece quando a boca vai mais rápido que o pensamento. O [medidor de velocidade da fala](/speaking-coach/pt/tools/pace-checker/) mostra a sua velocidade.
- **Treine em voz alta, não na cabeça.** O hábito só muda quando você se escuta.

Para ver ritmo, vícios e pausas de uma vez enquanto fala um texto mais longo, use a [avaliação de fala grátis](/speaking-coach/pt/tools/free-speech-review/).

## Perguntas frequentes

### Minha gravação fica salva em algum lugar?

Não. O Speaking Coach não recebe nem o seu áudio nem o seu texto. O serviço de voz do próprio navegador transforma a fala em texto (Google ou Microsoft no Chrome e no Edge, Apple no Safari), e a contagem acontece no seu aparelho.

### Por que ele não pega todos os meus "hum"?

O reconhecimento de voz foi feito para entregar um texto limpo, então muitas vezes deixa os sons de hesitação de fora. Palavras como "tipo", "né" e "sabe" são captadas com mais facilidade.

### Funciona com sotaque de qualquer região?

O contador não avalia o seu sotaque: ele só conta as palavras que o navegador reconheceu. Se a transcrição trocar palavras, o que acontece mais com fala muito rápida ou barulho ao fundo, fale num lugar mais quieto e confira o texto destacado.

### Quais navegadores funcionam?

Chrome, Edge e Safari, no computador e no celular. O Firefox ainda não tem reconhecimento de voz, então lá é preciso colar o texto.

### "Né" é sempre um vício de linguagem?

Não. Um "né" de vez em quando, pedindo confirmação, é parte natural do português falado. Ele vira vício quando aparece no fim de quase toda frase, sem pedir nada.

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