Contador de vícios de linguagem: conte seus "né" e "tipo"

Clique em começar, fale por um minuto sobre qualquer assunto e clique em parar: o contador mostra quantos vícios de linguagem você usou e destaca cada um no texto do que você disse. Também dá para colar uma transcrição. Tudo roda no seu navegador, sem cadastro.

Como usar

  1. Clique em Começar a falar e permita o uso do microfone quando o navegador pedir.
  2. Fale por pelo menos um minuto. Responda a uma pergunta de entrevista, explique o que você faz no trabalho ou conte como foi o seu dia. Fale do seu jeito normal, sem se policiar.
  3. Clique em Parar. Aparecem o total de vícios, os que você mais repetiu, seu ritmo e a transcrição com cada vício destacado.
  4. Repita sobre o mesmo assunto e tente cortar pela metade o vício que mais apareceu.

Se o seu navegador não transforma fala em texto, cole uma transcrição, por exemplo a legenda automática de uma reunião no Meet ou no Teams.

O que o contador procura

Ele busca os sons e as palavras que quem fala português do Brasil mais usa para preencher silêncio:

TipoExemplos
Sons de hesitaçãohum, hã, ahn, eh
Palavras-muletatipo, né, então, aí, basicamente, literalmente
Expressões-muletasabe, entendeu, na verdade, meio que

Várias dessas são palavras normais que às vezes você precisa usar. Em "choveu, então ficamos em casa", o "então" está fazendo o trabalho dele. Em "que tipo de vaga é essa?", o "tipo" não é muleta. O contador não sabe diferenciar, por isso leia a transcrição destacada, não só o número.

Quantos vícios de linguagem é demais?

Não existe limite oficial, e alguns "né" soam naturais numa conversa. O ouvinte percebe quando eles se amontoam: três "então" antes da primeira ideia, um "tipo" em cada frase, um "entendeu?" no fim de toda explicação. Um objetivo útil é identificar os seus um ou dois vícios principais e trocá-los por uma pausa curta.

O reconhecimento de voz do navegador também costuma apagar o "hum" e o "hã" da transcrição. Então o número real quase sempre é maior do que o mostrado. Um resultado baixo é um bom sinal, não uma prova.

Como cortar os vícios de linguagem

  • Faça uma pausa no lugar. Um segundo de silêncio soa seguro para quem ouve, mesmo parecendo uma eternidade para você.
  • Saiba a sua primeira frase. A maioria dos vícios aparece no começo da resposta, enquanto você procura por onde entrar. O clássico "Então…" antes de "fale um pouco sobre você" é o exemplo perfeito.
  • Desacelere um pouco. O vício aparece quando a boca vai mais rápido que o pensamento. O medidor de velocidade da fala mostra a sua velocidade.
  • Treine em voz alta, não na cabeça. O hábito só muda quando você se escuta.

Para ver ritmo, vícios e pausas de uma vez enquanto fala um texto mais longo, use a avaliação de fala grátis.

Perguntas frequentes

Minha gravação fica salva em algum lugar?

Não. O Speaking Coach não recebe nem o seu áudio nem o seu texto. O serviço de voz do próprio navegador transforma a fala em texto (Google ou Microsoft no Chrome e no Edge, Apple no Safari), e a contagem acontece no seu aparelho.

Por que ele não pega todos os meus "hum"?

O reconhecimento de voz foi feito para entregar um texto limpo, então muitas vezes deixa os sons de hesitação de fora. Palavras como "tipo", "né" e "sabe" são captadas com mais facilidade.

Funciona com sotaque de qualquer região?

O contador não avalia o seu sotaque: ele só conta as palavras que o navegador reconheceu. Se a transcrição trocar palavras, o que acontece mais com fala muito rápida ou barulho ao fundo, fale num lugar mais quieto e confira o texto destacado.

Quais navegadores funcionam?

Chrome, Edge e Safari, no computador e no celular. O Firefox ainda não tem reconhecimento de voz, então lá é preciso colar o texto.

"Né" é sempre um vício de linguagem?

Não. Um "né" de vez em quando, pedindo confirmação, é parte natural do português falado. Ele vira vício quando aparece no fim de quase toda frase, sem pedir nada.